"Firme, forte, bem enraizada, a última azinheira e a sua dríade ou Espírito da Natureza, qual Deusa Mãe Terra, saúda-nos e pede-nos para defendermos mais as árvores, em especial as mais velhas, raras e sagradas..." (Pedro Teixeira da Mota)



domingo, 26 de julho de 2015

 
MIRADOURO 26 / 2015
 
(esta rubrica não respeita as normas do acordo ortográfico)
 
 
 
VONTADE
 
 
Quando
de súbito
 surge um rubor
espontânea manifestação
de exaltação
que por dentro se acende
de causas indeterminadas
é-nos indispensável
pois que
garante por si mesmo
que estamos vivos e
ansiamos.
Porque
nessa exaltação
que é sempre um começo
que
umas vezes
se agiganta
e outras
esmorece
se tempera
e eclode
o que chamamos  
vontade.
Vontade de
vontade para
vontade por
sei lá…
 
Cada novo ciclo
que surge
e começa
anuncia-se energia
a querer ser
vontade
silenciar gritos de fora
ouvir a voz de dentro
 magma do que somos
que envolve e alimenta
a genuína crença
da possível felicidade
sem que fado algum
a vença.
 
Vontade.
 
 
 
Manuel João Croca
 
 
 
 


Foto de Joana Croca

2 comentários:

Teresa Bondoso disse...

Assim, até o rubor tem graça. Muito bom...

estudo geral disse...

Obrigado Teresa.

O rubor tinge a pele, aquece a alma, alimenta o querer.

Abraço.

Manuel João