"Firme, forte, bem enraizada, a última azinheira e a sua dríade ou Espírito da Natureza, qual Deusa Mãe Terra, saúda-nos e pede-nos para defendermos mais as árvores, em especial as mais velhas, raras e sagradas..." (Pedro Teixeira da Mota)



segunda-feira, 27 de julho de 2015

REAL... IRREAL... SURREAL... (142)


UM PECADO APENAS
Caminha o velho por entre álamos
E pensa
Que a vida lhe deu como recompensa
Sensuais desejos
Milhares beijos
Alcovas de cetim
Mulheres belas
Caricias de donzelas
Arfar de peitos
Encontros satisfeitos

Quanta embriaguês
Paixões voluptuosas
Ardentes formas
Assassinaram férvidos
Desejos
E ele ali entre arvores
Silentes
Clamando entre lagrimas
Tão somente
O ultimo beijo

Entre as ramagens
Das copas das arvores outonais
Um raio de luz beijou-lhe a fronte
Borrifando de brilho olhos embaçados

Arrependeu-se de todos os pecados
Menos um
Por não ter amado mais


Copy Jorge A. G. Lemos - Sombras e Fragmentos

2 comentários:

estudo geral disse...

e assim se conta em beleza um louvável balanço do vivido.

Abraços.

Manuel João Croca

A.Tapadinhas disse...

M. J. Croca: Sem pecados...

Abraço,
António