"Firme, forte, bem enraizada, a última azinheira e a sua dríade ou Espírito da Natureza, qual Deusa Mãe Terra, saúda-nos e pede-nos para defendermos mais as árvores, em especial as mais velhas, raras e sagradas..." (Pedro Teixeira da Mota)



segunda-feira, 13 de julho de 2015

REAL... IRREAL... SURREAL... (140)

Costureira com Candeeiro, Millet, 1872
Óleo sobre Tela, 100,7x81,9 cm

Amor

o teu rosto à minha espera, o teu rosto 
a sorrir para os meus olhos, existe um 
trovão de céu sobre a montanha. 

as tuas mãos são finas e claras, vês-me 
sorrir, brisas incendeiam o mundo, 
respiro a luz sobre as folhas da olaia. 

entro nos corredores de outubro para 
encontrar um abraço nos teus olhos, 
este dia será sempre hoje na memória. 

hoje compreendo os rios. a idade das 
rochas diz-me palavras profundas, 
hoje tenho o teu rosto dentro de mim. 

José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão

4 comentários:

Teresa Bondoso disse...

Nenhuma palavra a mais nem a menos. Um verdadeiro prazer...

MJC disse...

É muito bom depararmo-nos com a beleza para contar a verdade das coisas.

abraço.

MJC

A.Tapadinhas disse...

Teresa Bondoso: Permito-me dizer: sabe do que fala!

Beijo,
António

A.Tapadinhas disse...

MJC: É bom ter amigos a recordar-nos a importância das "pequenas" coisas.

Abraço
António