De que árvore florida chega? Não sei. Mas é seu perfume.

(Matsuo Basho)

domingo, 13 de dezembro de 2015


MIRADOURO 40 (e último) / 2015 
esta rúbrica não respeita as normas co acordo ortográfico

*
Com a apresentação do “Livros de Actas” relativas ao ciclo de conferências organizadas pela CACAV - mais concretamente pelo Grupo de Estudos de História Local – sob o lema “A MEMÓRIA DO QUE FOI, O REGISTO DO QUE É, O PROJECTO DO QUE SERÁ”,  integradas nas Comemorações Oficiais dos 500 Anos [1514 – 2014] do Foral de Alhos Vedros e que poderemos considerar como deveras positivo, é um ciclo que chega ao fim e assim se encerra.
Mas, como para os interessados nas problemáticas da história local os caminhos nunca acabam, decerto outros ciclos se iniciarão.
Garante de que estão vivas as dinâmicas renovam-se, assumem outras formas, convocam outros intérpretes.
È assim que a vida se cumpre e se faz. 


(não se indica autor da foto por o não sabermos precisar)

*

A rubrica “Miradouro” nasceu aqui no blogue “Estudo Geral”, e foi aqui que fez todo o seu percurso.
Tem sido um percurso gratificante mas, como tudo na vida, chega um tempo em que se esgota e acaba.
Para o “Miradouro” chegou agora. Esta é a sua última edição.
Coisas novas surgirão já que o processo de renovação é imparável.
Assim se encerra também a minha colaboração no blogue “Estudo Geral” e, porque estamos em época de Natal, deixo-vos com um belo texto que, apesar de não ser da minha autoria e de nem sequer saber identificar o seu Autor, muito me agradou desejando A TODOS OS AMIGOS OS VOTOS DE UM FELIZ NATAL. E QUE O NOVO ANO OS ENCONTRE COM A ARTE, O EMPENHO E A ENERGIA NECESSÁRIAS PARA A CONCRETIZAÇÃO DOS VOSSOS PROJECTOS.

Manuel João Croca


Quisera
neste Natal
 armar uma árvore
 dentro do meu coração…
e nela pendurar, em vez de
presentes, os nomes de todos os meus
amigos.
Os antigos, os mais
recentes, aqueles que vejo a cada
dia e os que raramente encontro. Os sempre
lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os constantes e os
intermitentes. Os das
horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer eu magoei ou sem querer
me magoaram. Aqueles que conheço profundamente e aqueles
a quem conheço apenas as aparências. Os que pouco me devem e aqueles
a quem muito devo.
Meus amigos humildes
e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os amigos que já
passaram por minha vida. Uma árvore com raízes
muito profundas para que seus nomes nunca mais sejam arrancados
do meu coração.
De ramos muito extensos
para que novos nomes vindo de
todas as partes, venham juntar-se aos existentes.
Com sombras muito agradáveis para que nossa amizade
 seja um alento de repouso nas lutas da vida. Que essa árvore seja
cultivada no coração de cada ser humano, amigos ou não. Que esse sentimento
permaneça vivo
em cada dia do
ano que se inicia  
para que juntos,
possamos sentir  
o amor fraterno.
E  jamais esqueçamos  

que nessa árvore, cultivada em nossos corações, está nosso maior e melhor amigo.

Sem comentários: