O sonho e a
espada
Igualmente solidário
Gira o mundo refrescante,
Não há medo que perdure
Neste pensar solitário.
Magnífico segredo
Nas calhas da morte, saudade
Vida que corre à bolina
Em maré-cheia de tenra idade
Viva nostálgico o cucuruto,
Levando à memória terra inteira,
Guerreiro mental de utopias
Traçando de sonhos sua fronteira.
Diogo Correia
CASCAIS 1
Ao meu grande amor
gigante
a recta brilhante e azul em plena curva
no ponto das pernas em que toco e foges
um luar sem vento chove. vou já pela
estrada de madrugada flutuam todos os
pilares – vagueamos nos subúrbios da vila
cinzentos como o céu – chove – todo o dia
as palavras devem ser escritas ao entardecer
para não ferir o louco dos loucos dos lagares
um esqueleto de azeite como uma epopeia
de revoluções em papeis dispersos. tudo muda
nos teus mamilos com o movimento circular
fechado da canela, erva doce hortelã e corpo
nas camas desfeitas é madrugada nesta estrada
voltas
sempre com o pucarinho sagrado das cerejas
a época é politica e não podemos fugir outra vez
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