De que árvore florida chega? Não sei. Mas é seu perfume.

(Matsuo Basho)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Castelo






Jorge de Capadócia

Rara a santidade
Quase sempre um título póstumo
Mas há que não desistir.


Fotografia: Key Hamilton
Versículo: Luís Santos


8 comentários:

Anónimo disse...

Muito bonitas as duas partes que constituem o momento EG de hoje! A fotografia que revela o despontar das plantas mesmo quando o caminho é pedregoso, tão bem complementada, sobretudo, pelo último verso: há que não desistir, de facto! Beleza, poesia, esperança... Gostei! Muito!

luis santos disse...

Fernando Pessoa diria que "...pedras no caminho, guardo todas, um dia vou fazer um castelo."

A.Tapadinhas disse...

A felicidade é como a santidade:
Quase sempre a título póstumo...

Abraço,
António

Anónimo disse...

Também para a felicidade '(...)há que não desistir'!

luis santos disse...

E a infelicidade também...

Abraço.

MJC disse...

Vá lá saber-se porquê?

o preto das pedras do chão, sugestionou-se-me em lilás.
Lilás-paz.
Paz-Gilberto Gil

(A paz
Invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz(...)
(...)Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais")

Pedras. Chão. Base.
Paz.
(...) Mas há que não desistir.
Paz.
É na base que tudo começa.
Paz.

Vá lá saber-se porquê?

Gosto muito.

Um abraço.

Manuel João

luis santos disse...

Sim, também andei por aí lilás,violetas, azul-turquesa. Paz, Gil, mano Caetano, cavaleiro de jorge, seu chapéu azul, cruzeiro do sul, no peito; sem medo nenhum, o número um, inteiro; sempre firme sobre o cavalo, impávido turquesa, estrada ou mesa de bar; mil pavões no peito ou numa onda do mar...

Gosto muito, gosto muito... existimos a que será que se destina?!

Abraço.

23 de Novembro de 2012 19:59

luis santos disse...

Sim, também andei por aí lilás,violetas, azul-turquesa, trem das cores. Paz, Gil, mano Caetano, cavaleiro de jorge, seu chapéu azul, cruzeiro do sul, no peito; sem medo nenhum, o número um, inteiro; sempre firme sobre o cavalo, impávido turquesa, estrada ou mesa de bar; mil pavões no peito de força pura e simples como uma onda do mar... Cavaleiro de Jorge, sem medo de amar, sem outro lugar...

Gosto muito, gosto muito... existimos a que será que se destina?!

Abraço.

P.S.: Introduzi uma pequena alteração ao comentário anterior, porque já não ouvia este poema do Caetano faz décadas e escrevi conforme me veio à cabeça. Durante a noite encontrei trechos que faltavam e acrescento.