De que árvore florida chega? Não sei. Mas é seu perfume.

(Matsuo Basho)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Poema de Novembro



Caloria

No meu mundo
Correndo ansioso
Abanando com o tronco
A velha cadeira de baloiço.

Por fim só,
E desajeitado, vesti a gabardine
Que mal cabia no corpo,
E calcei as botas que de alguma forma
Me fazem doer os pés e a alma.



                                                                                                                 Diogo Correia


3 comentários:

Unknown disse...

Suscitou-me uma imagem que se vê cá dentro... hoje um menino dizia-me que não tinha medo de cobras, só tinha medo dos bichos que estavam dentro dos olhos dele. Curioso, este poema fez-me lembrar essa conversa.
Nem sei bem porquê...
Gostei de pensar isto.
Obrigada
Teresa Bondoso

MJC disse...

Amigo Diogo,

descalça mas é as botas e corre. Com um pouco de imaginação, que a ti não te falta, ainda te largas a voar.

Um abraço.

Manuel João

Diogo Correia disse...

T.B - As vezes quando nos deparamos com certas coisas vem-nos á mente outras coisas sem preceber bem porque, pensamos talvez que não tenha nada a ver, mas haverá algures no universo em que essas coisas se ajustam divinamente bem.

Obrigado, Beijinhos Tresa


MJC - Quero me descalçar mas não posso, Quero correr mas não posso, quero rir mas não posso, quero brincar mas não posso, PORRRAAAAAA PÁÁÁ lá terei eu de calçar aquelas botas que me fazem bolhas nos pés. Mas porque é que não poderei ser livre??? Estas botas são a minha prisão.

Amigo croca um dia calçamos os dois umas botas ultra confortaveis com uma sola aeródinamica e com a ajuda dos sonhos vamos dar uma volta pela galaxia e depois logo voltamos. ehehehehehhehehehhehehehehhehe

Grande Abraço Amigo
Diogo