"Cheguei finalmente à vila da minha infância (...) Paro diante da paisagem, e o que vejo sou eu."

- Álvaro de Campos


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

REAL... IRREAL... SURREAL... (4)


La robe du soir, René Magritte

Guache sobre papel, 44x33,5cm


LUA

A minha luz vem de alguém
Como a luz que a lua tem

e os que olham assim
pensando que a luz sou eu
apenas conseguem ver
o que estando em mim não sou

E sendo eu a luz de alguém
É em mim que ela está

porque nesses de quem é
por não se querer mostrar
com medo de se apagar
brilha tanto e não se vê
e é por isso que escrevo

Com palavras que não são

a não ser nesse depois
no momento que alguém lê
aquilo que eu escrevi

Como a luz que a lua tem
A minha luz vem de ti

Teresa Bondoso
7 de setembro de 2012

2 comentários:

Anónimo disse...

Hoje as suas palavras são, porque eu as li! E reli! E porque de tão belas que são fizeram com que, hoje, a 'minha' luz venha de Si! Muito Obrigada!

Teresa Bondoso disse...

Belo entrelaçar de palavras neste comentário. Obrigada. Teresa